Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar na sexta-feira (28), causando mais de 1,6 mil mortes e 3,4 mil feridos, segundo a mídia estatal. Os tremores, que também afetaram Tailândia e China, destruíram infraestruturas críticas, incluindo aeroportos e pontes, dificultando os esforços de resgate. Equipes locais e internacionais enfrentam desafios logísticos, como a escassez de suprimentos médicos e a interrupção de serviços básicos, enquanto o Serviço Geológico dos Estados Unidos alerta para a possibilidade de o número de vítimas ultrapassar 10 mil.
O país, governado por uma junta militar desde 2021 e já enfraquecido por uma guerra civil e isolamento internacional, recebeu ajuda humanitária de nações como China, Rússia e Índia, além de organizações como a ONU. A junta declarou estado de emergência em seis regiões e pediu apoio internacional, em um raro apelo. No entanto, a assistência tem sido limitada em áreas remotas, deixando muitos sobreviventes dependentes de iniciativas locais para escavar escombros e buscar recursos.
A crise é agravada pelo conflito interno, que já deslocou milhões de pessoas antes do desastre. Grupos de resistência anunciaram um cessar-fogo temporário para facilitar os resgates, mas a instabilidade política e a infraestrutura precária continuam a impedir a resposta eficaz. Com hospitais destruídos e estradas danificadas, a recuperação do país asiático promete ser lenta e complexa.