Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar na sexta-feira (28), com epicentro a apenas 10 km de profundidade, amplificando sua força destrutiva. O abalo foi sentido também na Tailândia e na China, resultando em pelo menos 144 mortes e 732 feridos em Mianmar, além de oito óbitos na Tailândia, onde um prédio em construção desabou em Bangkok, deixando 101 desaparecidos. Especialistas explicam que a profundidade rasa do tremor fez com que as ondas sísmicas chegassem com intensidade à superfície, aumentando os danos.
Mianmar está localizado na fronteira entre duas placas tectônicas, tornando-o uma região sismicamente ativa, embora terremotos de grande magnitude sejam raros na área de Sagaing, próxima a Mandalay. O último evento comparável ocorreu em 1956, o que significa que a infraestrutura local não foi projetada para resistir a tremores tão poderosos. Pesquisadores destacam que as ondas sísmicas se propagam ao longo de toda a falha tectônica, e não apenas do epicentro, ampliando o alcance da destruição.
O Programa de Perigos de Terremoto dos EUA estimou que o número de vítimas poderia chegar a 100 mil, com impactos econômicos equivalentes a 70% do PIB do país. A relativa falta de preparo para eventos sísmicos de grande escala, combinada com a densidade populacional da região, agravou as consequências. O tremor foi considerado um dos mais fortes a atingir Mianmar em 75 anos, destacando a vulnerabilidade do país a desastres naturais.