Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar na sexta-feira (28), com epicentro a 16 km da cidade de Mandalai. O tremor, registrado a apenas 10 km de profundidade, foi sentido com intensidade na China e na Tailândia, resultando em dois mortos e dezenas de desaparecidos. A pouca profundidade do epicentro amplificou os danos, incluindo o desabamento de um arranha-céu em Bangkok, conforme registrado por imagens da Reuters.
Na escala Richter, terremotos acima de 7,0 são considerados graves e capazes de causar destruição significativa em áreas populosas. O evento em Mianmar se enquadra nessa categoria, com danos comparáveis aos de outros grandes terremotos históricos, como o de 9,5 no Chile em 1960. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) explica que a magnitude é medida no local do epicentro, mas a intensidade varia conforme a distância e o tipo de terreno.
Apesar da escala Richter ser a mais conhecida, ela é pouco usada por agências modernas, que preferem métodos mais precisos. Sismógrafos capturam dados como horário, localização e magnitude, permitindo monitorar tremores mesmo a milhares de quilômetros. O terremoto em Mianmar reforça a importância desses sistemas para alertas e respostas rápidas em regiões vulneráveis a atividades sísmicas.