O Hamas afirmou que ainda está disposto a negociar, mas exigiu o cumprimento do acordo de trégua com Israel, após uma série de bombardeios fatais contra Gaza. Em ataques realizados na madrugada de terça-feira, Israel matou 413 pessoas em Gaza, marcando os bombardeios mais intensos desde o início da trégua em janeiro de 2025. Além disso, a Defesa Civil palestina reportou que novos ataques israelenses, realizados na noite de terça-feira, resultaram em mais 13 mortos. Apesar disso, o Hamas reiterou que não há necessidade de um novo acordo, pedindo que Israel respeite o cessar-fogo previamente firmado.
O governo de Israel, por sua vez, alertou que os bombardeios de terça-feira são apenas o começo de uma nova fase militar, visando a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfatizou que a pressão militar é essencial para obter resultados nesse sentido. Desde o início do conflito, em outubro de 2023, a violência tem gerado elevados números de mortos, sendo os recentes ataques em Gaza alguns dos mais violentos registrados até agora.
A situação continua crítica, com os ataques deixando dezenas de mortos e feridos, especialmente nas cidades de Khan Yunis e na Cidade de Gaza. Enquanto isso, no lado israelense, as famílias dos reféns acusam o governo de colocar seus entes queridos em risco com a intensificação dos bombardeios. Em resposta, o Hamas pediu à comunidade internacional que exercesse pressão sobre Israel para interromper a ofensiva militar, enquanto os números de vítimas aumentam em ambos os lados do conflito.