Com o crescente problema do turismo excessivo, diversas cidades e países começaram a adotar taxas turísticas para reduzir o impacto do alto fluxo de visitantes. O Butão, por exemplo, implementou uma taxa de 200 dólares diários, o maior imposto turístico do mundo, com o objetivo de financiar iniciativas sustentáveis e melhorar a qualidade de vida local. Apesar de sua alta, a medida é vista positivamente por turistas que entendem o benefício de contribuir para o bem-estar da população e do meio ambiente, com a arrecadação sendo investida em áreas como saúde, educação e infraestrutura.
Em contrapartida, destinos como Maiorca, Barcelona e Veneza adotaram impostos de hospedagem mais modestos, mas enfrentam dificuldades para controlar o número de turistas. Em Maiorca, por exemplo, o imposto não foi suficiente para reduzir a demanda, e os moradores continuam pressionando por mais limitações. A cidade de Barcelona, apesar de arrecadar uma considerável receita com os impostos, tem enfrentado protestos relacionados ao turismo excessivo e aos altos custos de vida decorrentes do aluguel para turistas.
A eficácia dessas taxas é debatida por especialistas, que apontam que o impacto na redução do turismo é limitado. Em muitas cidades, a arrecadação é destinada a financiar projetos de sustentabilidade e infraestrutura, mas a forma como os recursos são aplicados varia consideravelmente. Embora essas taxas ajudem a equilibrar os efeitos negativos do turismo, é incerto se elas conseguem efetivamente afastar os turistas em larga escala, já que para muitos viajar continua sendo uma necessidade acessível.