Em 2024, o Brasil registrou uma taxa de investimento de 17% do Produto Interno Bruto (PIB), um avanço em relação a 2023, quando o índice ficou em 16,4%. O crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) foi de 7,3%, impulsionado por aumentos na produção interna, importação de bens de capital e expansão da construção e desenvolvimento de software. A FBCF teve um desempenho superior ao consumo das famílias (4,8%) e ao consumo do governo (1,9%).
Apesar do crescimento, especialistas alertam que a taxa de investimento brasileira ainda está aquém das médias de outros países emergentes. Enquanto a América Latina apresenta uma média de 22% e grandes economias emergentes têm uma média de 23%, a taxa do Brasil ainda é considerada insuficiente para fomentar um crescimento estrutural no longo prazo.
Além disso, o PIB brasileiro cresceu 3,4% em 2024, superando a taxa de 2023 (2,9%) e ficando ligeiramente abaixo das estimativas do mercado e do Ministério da Fazenda. O crescimento foi impulsionado pelos setores de serviços e indústria, enquanto a agropecuária registrou queda de 3,2%, em razão de desafios climáticos.