O anúncio de tarifas de 25% contra o México e o Canadá, feito pelo presidente dos Estados Unidos, gerou preocupação entre analistas de mercado, especialmente no setor alimentício. Em 2024, o México foi responsável por uma grande parcela das importações de hortifrúti, com destaque para tomates, alface, cenouras e abacates. O impacto dessas tarifas será especialmente notável em produtos como tomates e morangos, que representam uma grande parte das importações do país. A inflação, particularmente no preço dos alimentos, se tornou um tema relevante na corrida presidencial de 2024, influenciando diretamente os consumidores.
Além das tarifas sobre produtos alimentícios, o presidente dos EUA também anunciou taxas sobre aço, alumínio e navios chineses, com a possibilidade de novas tarifas sobre veículos. A reação de Canadá e México foi imediata, com ambos os países sinalizando retaliações, o que poderia agravar ainda mais as relações comerciais. A possível implementação de tarifas retaliatórias coloca em risco setores importantes da economia americana, especialmente a indústria automotiva, que depende de exportações para esses países.
A incerteza gerada por essas medidas é vista como um dos maiores desafios para os mercados e para a confiança dos aliados dos Estados Unidos. A aplicação de tarifas sobre produtos de alto impacto, como alimentos e matérias-primas essenciais para a indústria, pode provocar uma desaceleração econômica, afetando consumidores e empresas em vários estados. A situação exige uma análise cuidadosa dos impactos a longo prazo e das possíveis consequências para os acordos comerciais internacionais.