As principais economias do mundo reagiram às novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que prevêm taxar veículos e peças automotivas importadas em 25%. Canadá, União Europeia e China manifestaram preocupação, com a Comissão Europeia classificando a medida como prejudicial aos negócios e aos consumidores. Em resposta, os europeus ameaçaram implementar tarifas retaliatórias, enquanto a China acusou a política de violar as regras da Organização Mundial do Comércio. O presidente Lula também criticou a decisão durante visita ao Japão.
A medida impacta diretamente países como México, Japão, Coreia do Sul, Canadá e Alemanha, que juntos exportaram US$ 474 bilhões em automóveis para os EUA no ano passado. A Casa Branca defende as tarifas como uma forma de fortalecer a indústria nacional, mas o mercado reagiu negativamente, com ações de montadoras americanas, como GM e Ford, registrando quedas significativas.
O anúncio elevou o temor de uma guerra comercial global, com retaliações em cascata e possíveis efeitos negativos na economia internacional. Enquanto os EUA insistem na estratégia de reindustrialização, analistas alertam para riscos inflacionários e desaceleração econômica no curto prazo. O cenário de incerteza já se reflete na volatilidade dos mercados financeiros.