Em 2024, Minas Gerais liderou a produção de aço no Brasil, com 10 milhões de toneladas, representando 30,1% da produção nacional. A maior parte dessa produção foi exportada para os Estados Unidos, mas com a implementação de tarifas de 25% sobre o aço e alumínio importados, o setor brasileiro enfrenta um cenário incerto. A medida, anunciada por Donald Trump, busca proteger a indústria americana, mas pode afetar negativamente as exportações brasileiras, que já registraram um aumento recorde em janeiro de 2025, com 531 mil toneladas exportadas para os EUA.
As tarifas, que entram em vigor em março de 2025, podem criar um ambiente de maior concorrência entre os países exportadores, pois atingem não apenas o Brasil, mas também grandes parceiros comerciais dos Estados Unidos, como Canadá e México. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que, caso haja uma negociação bilateral bem-sucedida, as exportações de aço brasileiro para os EUA podem aumentar. Porém, se não houver acordo, o setor siderúrgico, especialmente em Minas Gerais, pode sofrer consequências adversas.
Além disso, a taxação de 25% sobre as importações de aço pode gerar desafios adicionais para as empresas brasileiras, que terão de redirecionar suas exportações ou lidar com uma possível redução na produção no longo prazo. Empresas com maior dependência do mercado externo podem ser mais impactadas, enquanto aquelas com menor participação nas exportações terão de enfrentar o aumento da oferta interna, o que pode pressionar os preços e reduzir as margens de lucro.