A suspensão do apoio de inteligência dos Estados Unidos à Ucrânia representa um desafio significativo para as operações militares do país, segundo análise de Sandro Teixeira Moita, especialista em Ciências Militares. A falta dessa assistência afeta diretamente áreas cruciais, como a capacidade de guiar mísseis, a vigilância sobre movimentos de tropas russas e a defesa aérea da Ucrânia, especialmente no que diz respeito à proteção das infraestruturas críticas. Sem essa inteligência, a Ucrânia se vê limitada no campo de batalha, o que compromete sua eficácia defensiva e a segurança da população civil.
Além disso, a situação forçou os ucranianos a realocar suas forças já escassas para tarefas de inteligência e vigilância de fronteira, o que enfraquece ainda mais sua posição nas linhas de frente. Moita também apontou que essa mudança pode ser interpretada como uma forma de pressão política por parte da administração americana, com o objetivo de forçar a Ucrânia a negociar com a Rússia. Essa estratégia aumenta a vulnerabilidade do país, especialmente considerando a falta de apoio militar imediato.
Apesar de ainda existirem estoques de munição para suportar operações até o verão no hemisfério norte, a suspensão da inteligência afeta gravemente a capacidade de antecipar ataques e se preparar adequadamente. Isso tem consequências diretas para a defesa do território ucraniano, além de aumentar os riscos em um momento crítico, como os ataques russos às infraestruturas energéticas do país durante o inverno. A situação demonstra como a ausência de apoio pode comprometer a capacidade de reação do país.