Um homem de 42 anos foi preso temporariamente em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, sob suspeita de torturar e manter um funcionário em cárcere privado. De acordo com a Polícia Civil, a vítima, de 49 anos, foi surpreendida ao chegar ao trabalho, algemada e submetida a atos de extrema violência, incluindo queimaduras com água fervente, choques elétricos e perfurações nos joelhos com uma furadeira. O suspeito também teria obrigado a vítima a cortar parte do próprio dedo com um alicate.
A violência ocorreu na presença da namorada e da mãe do agressor, segundo o delegado responsável pelo caso. Após oito horas de tortura, a vítima conseguiu escapar e buscar atendimento médico, apresentando queimaduras de segundo grau e outros ferimentos graves. Durante as buscas, a polícia apreendeu os instrumentos utilizados no crime, além de uma arma de fogo.
As investigações buscam esclarecer a motivação do crime, que teria envolvido uma acusação de furto não comprovada. O caso chocou a região e destacou a brutalidade dos métodos empregados. A polícia continua a apurar o contexto e as circunstâncias que levaram ao episódio, enquanto a vítima recebe tratamento médico.