O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira, 19, a análise dos pedidos para que os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino não participem dos julgamentos relacionados à tentativa de golpe após as eleições de 2022. Os pedidos de afastamento, que haviam sido negados pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, em fevereiro, entraram agora na pauta do plenário virtual, com o julgamento previsto para se estender até quinta-feira, 20.
As ações foram movidas pelas defesas de vários envolvidos na denúncia, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros ex-integrantes do governo, que contestam a imparcialidade dos ministros. A defesa de Bolsonaro questiona o envolvimento de Zanin com adversários políticos, enquanto a de outros réus solicita o afastamento de Moraes e Dino, apontando possíveis conflitos de interesse devido às ações anteriores desses ministros. Apesar dos argumentos apresentados, Barroso rejeitou os pedidos, entendendo que não há fundamento legal para o afastamento dos magistrados, conforme o Código Penal.
O julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República está marcado para o dia 25 de março. Caso os ministros alvos dos pedidos de afastamento sejam retirados do julgamento, o caso precisará ser levado ao plenário do STF, pois a Primeira Turma ficaria sem quórum. A questão dos recursos tem gerado expectativas, especialmente com a participação dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, indicados por Bolsonaro, que terão a oportunidade de se manifestar sobre um caso de grande repercussão.