A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o ex-deputado federal preso após violar as condições de sua liberdade condicional em dezembro. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, apontou diversas infrações, como a posse de arma de fogo e o descumprimento do recolhimento noturno, ocorridas logo após a concessão do benefício. Seu voto foi acompanhado por outros seis ministros, e os demais têm até o fim desta sexta-feira (28) para se manifestar.
O ex-parlamentar teria descumprido as regras ao frequentar um shopping e um condomínio em Brasília, além de manter consigo um revólver, contrariando as determinações judiciais. O relator destacou que não houve justificativa plausível para as violações, reforçando a necessidade de mantê-lo no regime semiaberto. Recentemente, um pedido para que o ex-deputado passasse o feriado da Páscoa com a família também foi negado, devido ao histórico de descumprimento das medidas.
Em 2023, o ex-parlamentar foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por crimes como tentativa de obstruir o exercício dos poderes e coação contra ministros do STF, cometidos entre 2020 e 2021. A perda do livramento condicional em dezembro de 2024 ocorreu após novas violações, como o não cumprimento do recolhimento noturno. O caso continua sob análise do tribunal, que mantém a decisão pela permanência na prisão.