O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou que os EUA sofreriam uma retaliação caso agissem conforme a ameaça de bombardear o país, feita anteriormente por seu presidente. A declaração foi uma resposta a um ultimato enviado no início de março, que dava a Teerã dois meses para decidir sobre novas negociações nucleares. Khamenei considerou improvável um ataque, mas alertou que qualquer ação hostil seria respondida com força.
O Irã já se manifestou sobre a proposta norte-americana, rejeitando negociações diretas, mas deixando aberta a possibilidade de diálogos indiretos, conforme orientação do líder supremo. O país vem descumprindo os limites do acordo nuclear de 2015 desde que os EUA se retiraram do pacto e reimplantaram sanções. As potências ocidentais acusam o Irã de buscar armas nucleares, enquanto Teerã insiste que seu programa é pacífico.
Khamenei também atribuiu ao Ocidente a responsabilidade por protestos recentes no Irã, incluindo os motins de 2022 e 2023. Ele afirmou que, se houver tentativas de desestabilização interna, a população iraniana lidará com a situação. O impasse sobre o programa nuclear continua, com ambos os lados mantendo posições firmes.