A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tornar réus oito investigados no chamado “núcleo crucial” de uma suposta trama para impedir a posse do presidente eleito em 2022. O relator do caso afirmou que há indícios de crimes como organização criminosa, tentativa de golpe de Estado e difusão de desinformação sobre o sistema eleitoral. Entre as acusações, está a elaboração de um documento que previa medidas extremas, como o estado de sítio, além de supostos planos para desestabilizar o governo.
Segundo o ministro relator, as evidências apontam que os acusados atuaram de forma coordenada, com ações que teriam começado em 2021 e se estendido até 2023. Entre os pontos destacados estão a divulgação de notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e a suposta pressão sobre autoridades para questionar os resultados eleitorais. O relator ressaltou que um dos investigados tinha conhecimento de um plano que incluía até mesmo ações violentas contra autoridades.
A defesa de um dos principais acusados negou as acusações, afirmando que não houve qualquer articulação golpista. O caso segue em tramitação, com novos julgamentos marcados para maio. A decisão do STF reforça o entendimento de que as alegações apresentadas pela PGR atendem aos requisitos legais para o prosseguimento do processo.