O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, acusados de organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. Apesar dos temores iniciais de que ele pudesse ser preso durante o julgamento, ministros do STF esclareceram que a prisão só ocorreria se houvesse justificativa para preventiva ou após o trânsito em julgado do processo. Aliados do ex-presidente chegaram a especular sobre uma possível suspensão do caso, inspirada em um julgamento anterior, mas essa hipótese foi descartada pelos advogados envolvidos.
Durante o julgamento, a presença do ex-presidente no STF surpreendeu muitos, mas também gerou divergências entre seus defensores. Alguns acreditavam que sua ida ao tribunal poderia ser interpretada como uma tentativa de intimidação, enquanto outros viram como uma forma de demonstrar que ele não fugiria em caso de condenação. No segundo dia de julgamento, ele optou por acompanhar os debates à distância, do gabinete de um familiar no Senado.
Advogados envolvidos no caso destacaram a atuação técnica e fundamentada de dois ministros do STF, elogiando sua condução do processo. Enquanto isso, Brasília viveu dias de intensa movimentação, com aliados e defensores buscando estratégias para o desfecho do julgamento. O clima foi marcado por tensão e ironia, com ministros brincando sobre a suposta intimidação, enquanto o processo segue seu curso legal.