O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) viveu um embate de teses entre ministros durante a etapa final do julgamento que tornou um ex-presidente e sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado. Um dos ministros levantou dúvidas sobre a aplicação do dispositivo legal, questionando se a tentativa poderia ser considerada crime consumado em outros contextos históricos. Apesar das reflexões, ele acatou a denúncia integralmente, reservando a análise dessas questões para o curso do processo.
Em contraponto, outra ministra destacou a necessidade de investigar os eventos que antecederam os atos criminosos, enfatizando a gravidade dos fatos e a tentativa de desmontar a democracia. Ela reforçou que o papel do Judiciário é assegurar que tais ações sejam devidamente apuradas, evitando a impunidade. “Se a tentativa de golpe tivesse se consumado, nós não estaríamos aqui para julgar”, afirmou, ressaltando a responsabilidade de cada indivíduo por seus atos.
O julgamento, concluído com votação unânime, marca um novo capítulo no caso, que agora segue para as próximas etapas processuais. Enquanto isso, a discussão entre os ministros reflete a complexidade jurídica e política envolvida, com repercussões que ultrapassam os limites do tribunal.