O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a transferência para prisão domiciliar de uma mulher acusada de pichar a estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023. O ministro relator impôs cinco medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de redes sociais e restrições a visitas. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), após a defesa alegar atrasos no julgamento devido a um pedido de vista.
A ré, que está presa preventivamente desde março de 2023, enfrenta acusações como associação criminosa armada e dano qualificado, crimes também imputados a outros envolvidos nos eventos daquele dia. O relator destacou que as imagens do ato de vandalismo comprovam sua participação nos atos considerados antidemocráticos. O julgamento, que pode resultar em 14 anos de prisão, foi suspenso temporariamente e aguarda a conclusão da análise do colegiado.
Enquanto aguarda o desfecho do processo, há especulações sobre um possível interesse partidário em sua candidatura nas eleições de 2026. A defesa alega que a acusada não tinha pleno conhecimento das implicações de seus atos e que sua família tem sofrido com sua ausência. O STF mantém as restrições sob pena de revogação da prisão domiciliar em caso de descumprimento.