O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para os dias 8 e 9 de abril o início do julgamento de uma denúncia relacionada ao chamado “núcleo 3” de uma trama golpista durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa um grupo de 12 pessoas, incluindo militares e um policial federal, de planejar ações táticas para implementar o plano golpista. O julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, incluindo o relator Alexandre de Moraes.
Entre os acusados estão figuras de destaque das Forças Armadas, como coronéis, tenentes-coronéis e generais. A denúncia será analisada pela Primeira Turma, que tem o poder de decidir se os acusados se tornarão réus e, consequentemente, responderão a um processo penal no STF. Caso a maioria dos ministros aceite a denúncia, o caso dará início a uma ação penal formal.
Além do julgamento de abril sobre o “núcleo 3”, o STF também programou para o dia 25 de março o julgamento de outro núcleo da denúncia, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros acusados. A decisão sobre esses casos pode ter repercussões importantes sobre o andamento da investigação e das responsabilidades legais de todos os envolvidos.