Pesquisadores alertam que ideias misóginas estão sendo normalizadas em plataformas como o TikTok, onde adeptos da ideologia incel estão se reinventando sob novos termos, como “Sub5s”, e adotando uma linguagem de autossuperação para disseminar seu conteúdo. Essas contas, que antes propagavam discursos de ódio abertamente, agora utilizam expressões socialmente aceitáveis para contornar as políticas de moderação das redes sociais. O estudo destaca a dificuldade em identificar e combater esse tipo de material, já que a abordagem disfarçada torna mais complexa a detecção por algoritmos e moderadores.
O fenômeno, conhecido como “looksmaxxing”, é apresentado como uma busca por melhorias na aparência, mas, na prática, está associado a narrativas tóxicas que reforçam padrões irreais e depreciam aqueles que não se encaixam neles. Especialistas apontam que a estratégia de rebranding permite que esses grupos atraiam novos seguidores, especialmente jovens, sob o pretexto de desenvolvimento pessoal. Apesar das regras das plataformas proibirem conteúdo discriminatório, a sutileza da nova linguagem dificulta a aplicação consistente das políticas.
A pesquisa ressalta a importância de monitorar a evolução desses discursos para evitar a normalização de ideias prejudiciais. Plataformas de mídia social enfrentam o desafio de equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de combater discursos velados de ódio. Enquanto isso, educadores e especialistas em saúde mental defendem a conscientização sobre os riscos dessas comunidades online, que podem influenciar negativamente a autoestima e o comportamento de usuários vulneráveis.