A Pure Harvest, startup sediada nos Emirados Árabes Unidos, está revolucionando a produção de alimentos em regiões desérticas do Golfo Pérsico, onde condições extremas dificultam a agricultura tradicional. Utilizando estufas com controle climático, inteligência artificial e sistemas de irrigação eficientes, a empresa cultiva frutas vermelhas, tomates e folhas verdes com até 30 vezes menos água do que métodos convencionais. Além dos Emirados e da Arábia Saudita, a startup planeja expandir-se para Kuwait, Singapura e Marrocos, visando reduzir a dependência de importações e as emissões de carbono do transporte aéreo de alimentos.
Apesar dos avanços, o modelo enfrenta desafios, como o alto consumo de energia – mitigado parcialmente por investimentos em solar – e a necessidade de capital inicial elevado. A Pure Harvest já captou US$ 287 milhões e busca mais financiamento para escalar sua tecnologia, que desvincula a produção agrícola das condições climáticas. “É possível produzir em qualquer lugar, até nos ambientes mais hostis”, afirma o CEO Sky Kurtz, destacando o potencial do setor diante das mudanças climáticas.
A iniciativa surge como solução para países que importam grande parte de seus alimentos, como Singapura, e pode servir de modelo para outras regiões áridas. Além de reduzir o desperdício e melhorar a qualidade dos produtos, a agricultura controlada promete fortalecer a segurança alimentar global, enquanto enfrenta críticas sobre custos e sustentabilidade energética. A combinação de inovação e adaptabilidade coloca a Pure Harvest na vanguarda de um mercado em expansão, alinhado às demandas por resiliência e eficiência.