A SpaceX iniciou a missão Crew-10, que tem como objetivo substituir os astronautas da NASA, Sunni Williams e Butch Wilmore, na Estação Espacial Internacional (ISS), após uma estadia de nove meses, que foi prolongada devido a questões técnicas e políticas. A decolagem aconteceu na sexta-feira (14) a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com uma cápsula Dragon transportando quatro astronautas, incluindo representantes da NASA, JAXA e Roscosmos. Eles devem se acoplar à ISS no domingo (16) para realizar a transição com a Crew-9, composta por Williams, Wilmore e outros membros, que retornarão à Terra no dia 19 de março.
A missão Crew-9 passou por desafios durante sua jornada, incluindo falhas em um voo de teste da cápsula Starliner, o que levou a uma extensão inesperada da permanência dos astronautas. Durante esse período, questões políticas e especulações sobre um possível resgate por parte da SpaceX foram levantadas, mas tanto a NASA quanto os astronautas afirmaram que o prolongamento da missão fazia parte da rotação regular de tripulação e não de uma situação de abandono. Embora o CEO da SpaceX, Elon Musk, tenha mencionado que poderia ter trazido os astronautas de volta mais cedo, não há evidências de que a NASA tenha recusado essa proposta formalmente.
O retorno de Williams e Wilmore à Terra depende da realização bem-sucedida da missão Crew-10 e de uma transição suave entre as equipes. Essa operação é crucial para garantir a continuidade das atividades na ISS, mantendo a presença de astronautas dos Estados Unidos e de outras agências internacionais a bordo. Além disso, a missão Crew-10 foi considerada essencial para a segurança e a eficácia das operações da estação espacial, apesar de discussões sobre o tempo de permanência dos astronautas em órbita e os custos envolvidos.