A recent ordem executiva emitida pela administração federal dos Estados Unidos determinou que os museus da Smithsonian Institution, conjunto de 21 instituições culturais em Washington, eliminem narrativas consideradas divisivas. O documento, intitulado “Restoring Truth and Sanity to American History”, alega que algumas exposições promovem ideologias que envergonham os valores nacionais e destacam divisões raciais. Entre os alvos estão o futuro Museu de História da Mulher Americana, por incluir mulheres transgênero, o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana e uma exposição sobre raça e escultura americana.
A medida não é isolada, seguindo críticas anteriores a instituições culturais federais, como o Kennedy Center, acusadas de promover uma agenda considerada inadequada. Analistas veem o movimento como parte de um esforço mais amplo para redefinir a narrativa histórica nacional, removendo perspectivas que questionam tradições e valores estabelecidos. A ordem também designa o vice-presidente para supervisionar gastos e garantir que programas não enfatizem divisões raciais.
Especialistas em cultura expressaram preocupação com o impacto da medida na liberdade acadêmica e na representação diversificada da história americana. A Smithsonian, conhecida por suas exposições abrangentes e educativas, agora enfrenta o desafio de equilibrar diretrizes governamentais com sua missão de preservar e compartilhar o conhecimento de forma imparcial. O caso reacende debates sobre o papel da política na curadoria de museus e na memória coletiva.