A Síria vive momentos de tensão após intensos confrontos entre forças de segurança e apoiadores de um ex-líder deposto, resultando em mais de mil mortes, a maioria entre membros de uma minoria religiosa. O presidente do país pediu pela unidade nacional e pela preservação da paz civil, destacando que o país enfrenta desafios que eram previsíveis, mas que a paz deve ser buscada a todo custo. A situação ocorre em meio a um contexto de violência prolongada, com os alauítas, minoria xiita, sendo alvo de ataques, enquanto o governo enfrenta acusações de limpeza étnica.
Os combates mais recentes, que duram já três dias, envolvem também ex-militares e forças ligadas ao antigo regime. Durante esses confrontos, pelo menos 200 membros das forças de segurança sírias foram mortos, e milhares de apoiadores do novo governo se concentraram em áreas costeiras para apoiar as operações. Organizações de direitos humanos têm relatado o assassinato de centenas de civis, além de evidências de perseguição religiosa e conflitos entre sunitas e alauítas.
Em meio a esse cenário, o presidente sírio reiterou a continuidade das operações contra aqueles que ainda apoiam o regime anterior e que seriam responsáveis por crimes contra a população. O governo insiste que está combatendo forças ligadas ao antigo regime, enquanto os alauítas, por sua vez, negam as acusações oficiais e alegam estar sendo vítimas de ataques por parte de sunitas radicais.