O setor farmoquímico brasileiro, responsável pela produção de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), movimentou R$ 18 bilhões em 2024, de acordo com um censo realizado pela Fiocruz em parceria com a Abiquifi. O segmento, que engloba o desenvolvimento, produção e comercialização de substâncias essenciais para medicamentos, conta com 37 empresas ativas no país, responsáveis por uma produção total de 1.760 toneladas de IFAs no ano. São Paulo lidera a concentração das empresas, com 40,5% do total, seguido por Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os IFAs biotecnológicos, produzidos a partir de sistemas biológicos como células vivas, foram os mais lucrativos, gerando R$ 16,8 bilhões. O setor também registrou inovações, com 25% das empresas lançando novos produtos no mercado nacional nos últimos cinco anos e 12,5% expandindo para o mercado internacional. No entanto, a dependência de matérias-primas importadas ainda é um desafio, afetando 85% das empresas do segmento.
O levantamento destacou a divisão dos IFAs em três categorias: sintéticos, biotecnológicos e de extração vegetal e animal. Apesar do crescimento expressivo, o setor enfrenta obstáculos como a alta dependência de insumos externos, o que pode impactar sua autonomia e competitividade no longo prazo. Os dados reforçam a importância estratégica do segmento para a indústria farmacêutica nacional e a necessidade de investimentos em pesquisa e produção local.