O aumento das temperaturas tem forçado o setor de flores e plantas ornamentais a buscar soluções para lidar com o calor intenso. Em Holambra, uma das principais regiões produtoras de flores do Brasil, empresas têm adotado tecnologias como telas retráteis e sistemas de irrigação aprimorados para proteger as plantas. Além disso, a pesquisa genética tem permitido o desenvolvimento de variedades mais resistentes ao calor, como novas espécies de crisântemos e flores adaptadas ao clima quente.
Os produtores de flores estão focando no melhoramento genético de plantas, como a pelargonium e a mandevila, que agora conseguem se desenvolver em temperaturas superiores a 40°C. A introdução de produtos que aumentam a durabilidade das flores, como uma solução vinda de Israel, também tem sido uma estratégia importante. Esses investimentos buscam não apenas garantir a resistência das plantas, mas também a manutenção da qualidade dos produtos, que exige cuidados em estufas e câmaras frias, essenciais para flores como rosas e lírios.
Apesar dos desafios impostos pelo clima, o setor permanece otimista em relação à demanda durante datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados. Mesmo com as ondas de calor, que afetam a produção de flores de corte, os produtores estão se adaptando, com a expectativa de que os investimentos em infraestrutura, como estufas mais resistentes, se tornem cada vez mais necessários nos próximos anos para garantir a continuidade da produção.