Durante evento na Confederação Nacional do Comércio, um senador brasileiro fez declarações contundentes sobre a economia, propondo a extinção de estatais e o redirecionamento de recursos para áreas como educação e infraestrutura. Ele se autodenominou mais radical que o presidente argentino Javier Milei, criticando a direita brasileira por suposto corporativismo e defendendo um Estado mínimo. No entanto, analistas questionam a coerência de seu discurso, dado seu histórico político associado ao centrão, interpretando suas falas como uma tentativa de se alinhar a tendências de privatização.
O debate sobre o destino das estatais no Brasil segue polarizado, com defensores da privatização argumentando que empresas deficitárias deveriam ser extintas, enquanto outros destacam a importância de manter sob controle estatal aquelas que geram lucro. A discussão também envolve comparações entre gestões liberais e progressistas, sugerindo que a administração, mais do que a propriedade, é o fator determinante para o sucesso ou fracasso dessas empresas.
O senador mencionou frustração por não ter avançado em uma reforma administrativa durante seu tempo no governo anterior, defendendo a transformação das estatais em um fundo soberano. Suas críticas à direita e a comparação com Milei, conhecido por cortes radicais de gastos, geraram reações mistas, com alguns vendo seu posicionamento como oportunista. O tema continua a dividir opiniões, refletindo a complexidade do papel do Estado na economia brasileira.