O senador e presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado afirmou que as indicações para as diretorias das agências reguladoras ligadas à infraestrutura ainda não chegaram à comissão para sabatina. Segundo ele, o presidente do Senado cobrou do governo federal o envio de todos os nomes pendentes, argumentando que é incoerente o Executivo só enviar indicações quando deseja mudar os ocupantes interinos. O senador destacou a necessidade de reciprocidade e respeito entre os Poderes, citando como exemplo a Aneel, onde o Planalto não indicou um nome para substituir a diretora-substituta em exercício.
O governo enviou 14 nomes para recompor as agências reguladoras em dezembro de 2023, mas nenhum foi sabatinado até o momento. O senador avalia que a postura do presidente do Senado é correta, pois as comissões precisam dos nomes para realizar as sabatinas e recompor os quadros das agências. Ele ressaltou que a falta de envio uniforme das indicações prejudica a relação institucional.
Sobre a possível reforma do setor elétrico via Medida Provisória, o senador se mostrou contrário, argumentando que o tema é complexo e não atende aos requisitos constitucionais para tramitação urgente. Ele questionou a segurança jurídica de uma mudança tão significativa ser feita por MP, reforçando a necessidade de discussão ampla no Congresso. A declaração foi dada após o ministro de Minas e Energia sinalizar essa possibilidade.