Em pronunciamento no Plenário do Senado, um parlamentar afirmou que o ex-presidente não cometeu crimes e está sendo alvo de perseguição política. O senador criticou a decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou o ex-chefe do Executivo réu por tentativa de golpe de Estado, classificando-a como um “linchamento” jurídico. Segundo ele, o objetivo seria afastar o ex-presidente da vida política, e a responsabilidade por essa situação, em sua avaliação, recairia sobre o próprio Congresso.
O discurso destacou supostos benefícios promovidos durante o mandato do ex-presidente, como a transposição do Rio São Francisco, o Auxílio Emergencial durante a pandemia e a aquisição de vacinas contra a covid-19. O parlamentar argumentou que essas ações demonstram uma gestão voltada para o bem público, em contraste com as acusações judiciais. Além disso, ele afirmou ter questionado os ministros da 1ª Turma do STF durante sabatinas, acusando-os de praticar “estelionato jurídico”.
Por fim, o senador conclamou os colegas a resistirem ao que chamou de “sanha autoritária” do STF, defendendo que o Senado cumpra seu papel de frear excessos do Judiciário. A fala reflete a tensão entre os Poderes e a polarização política em torno de processos judiciais envolvendo figuras da antiga gestão federal. O tom do discurso reforça a divisão institucional, sem abordar detalhes específicos das acusações contra o ex-presidente.