O Senado Federal celebrou, nesta terça-feira (18), uma sessão solene em comemoração aos 40 anos da redemocratização do Brasil, marcada por discursos e homenagens a figuras importantes desse processo. O evento coincidiu com os debates na Câmara dos Deputados sobre o projeto de lei que propõe a anistia para indivíduos envolvidos em ações golpistas ocorridas em 2023. Entre os homenageados esteve o ex-presidente José Sarney, que foi o primeiro presidente após o regime militar, tendo assumido o cargo no contexto da redemocratização. Durante a cerimônia, Sarney enfatizou a importância de preservar a democracia frente aos eventos de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente tentaram um golpe de Estado.
O evento também prestou tributo a Tancredo Neves, que seria o primeiro presidente eleito após a ditadura, mas faleceu antes de tomar posse. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ressaltou que a sessão reafirma o compromisso da Casa com a democracia, destacando a importância do diálogo e do respeito às instituições para o fortalecimento do país. O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, fez uma advertência sobre os riscos contínuos do autoritarismo, afirmando que a luta pela democracia deve ser constante. Já o líder do MDB, Eduardo Braga, defendeu a construção de pontes políticas, ao invés de dividir o país em muros de discórdia.
Simultaneamente, a proposta de anistia foi um tema quente na Câmara dos Deputados, com discussões sobre sua viabilidade, especialmente após as declarações do presidente da Casa, que minimizou a gravidade dos eventos de janeiro de 2023. O projeto de lei, que busca isentar os envolvidos na tentativa de golpe, tem sido apoiado por alguns aliados do ex-presidente, mas encontra forte oposição em setores que defendem a preservação das instituições democráticas. Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal segue analisando os pedidos de defesa relacionados aos processos em andamento sobre os eventos golpistas.