A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos visitou nesta quarta-feira (26) o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), em El Salvador, onde estão detidos mais de 200 venezuelanos deportados. Durante a visita, ela afirmou que imigrantes ilegais envolvidos em crimes podem enfrentar consequências severas, incluindo prisão em instalações como a Cecot, a maior da América Latina. A viagem faz parte de esforços para reforçar a cooperação entre os dois países na deportação de indivíduos acusados de atividades criminosas.
O governo dos Estados Unidos alega que os venezuelanos deportados são membros de um grupo criminoso, enquanto familiares e o governo da Venezuela contestam, afirmando que se trata de imigrantes sem documentação. Organizações de direitos humanos também questionam a legitimidade das deportações, destacando preocupações com possíveis violações de direitos. Enquanto isso, uma corte de apelações nos EUA bloqueou temporariamente a deportação de outros imigrantes sob uma lei histórica, normalmente usada em tempos de guerra.
Após a visita à prisão, a secretária seguiu para reuniões com autoridades locais para discutir o aumento de voos de deportação e a expulsão de indivíduos acusados de crimes violentos. A agenda inclui ainda visitas à Colômbia e ao México, como parte de uma turnê pela América Latina. O objetivo declarado é enviar uma mensagem clara de que os Estados Unidos não serão um refúgio para criminosos, embora as ações tenham gerado debates sobre os métodos e critérios utilizados.