A retirada de ajuda externa por parte dos Estados Unidos, como parte de uma política de redução de apoio internacional, está provocando preocupações entre defensores da luta contra as mudanças climáticas. O país, que foi responsável por cerca de 8% dos recursos destinados a apoiar países em desenvolvimento, agora ameaça desestabilizar o financiamento global destinado ao enfrentamento da crise climática. A decisão de cortar esses fundos pode afetar severamente a capacidade dessas nações de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa e lidar com os efeitos devastadores de eventos climáticos extremos.
Em 2024, a contribuição dos Estados Unidos representava uma parte significativa da ajuda climática global, que é essencial para apoiar projetos de adaptação e mitigação nos países mais vulneráveis. Esses recursos são necessários para ajudar as nações a enfrentar os impactos da mudança climática, que incluem secas severas, inundações e a elevação do nível do mar. A falta de assistência financeira pode, portanto, tornar ainda mais difícil a implementação de políticas eficazes para combater esses desafios.
Especialistas alertam que a redução no financiamento internacional pode enfraquecer os esforços globais para limitar o aquecimento a 1,5°C, um dos principais objetivos do Acordo de Paris. A medida pode prejudicar ainda mais as nações em desenvolvimento, que dependem de apoio financeiro externo para suas iniciativas climáticas. A situação destaca a crescente divisão entre países ricos e em desenvolvimento no que diz respeito ao financiamento para a transição climática global.