A varejista Americanas (AMER3) ainda deve levar pelo menos cinco ou seis trimestres para retomar um crescimento sustentável, segundo o presidente da empresa. Após um ano focado em reestruturar suas operações e lidar com as consequências de um escândalo contábil, a companhia registrou um prejuízo de R$ 586 milhões no quarto trimestre de 2023, em contraste com o lucro de R$ 2,56 bilhões no mesmo período do ano anterior. As ações despencaram 24,5% na Bolsa de São Paulo após a divulgação dos resultados, refletindo a desconfiança do mercado.
A empresa, que enfrentou uma dívida de mais de R$ 40 bilhões no auge da crise, ainda trabalha para cumprir seu plano de recuperação judicial, com expectativa de conclusão até fevereiro de 2026. A diretoria destacou que o processo é longo e que a companhia não deve acelerar além do que sua estrutura suporta. Além disso, a venda do Hortifruti Natural da Terra (HNT), prevista no plano de recuperação, ainda não tem data definida, mas deve ocorrer em algum momento de 2025, dependendo das propostas recebidas.
Apesar dos desafios, a administração afirma que o mercado subestimou a capacidade da empresa de reorganizar suas operações sem desfazer-se de ativos a qualquer custo. Enquanto isso, a Americanas segue concentrada em fortalecer seu desempenho operacional, com o Ebitda do quarto trimestre próximo de zero, indicando um esforço para estabilizar o negócio antes de buscar expansão. A recuperação completa, no entanto, ainda parece distante.