A esperança de encontrar sobreviventes diminuiu consideravelmente três dias após um terremoto de magnitude 7,7 atingir Mianmar e a Tailândia, deixando pelo menos 1.700 mortos. Em Mandalay, cidade próxima ao epicentro, equipes de resgate enfrentam condições extremas, com temperaturas próximas a 40ºC, que aceleram a decomposição de corpos e dificultam os trabalhos. Apesar dos esforços, histórias de tragédia se multiplicam, como a de uma mulher grávida que não resistiu após ser resgatada dos escombros após 55 horas.
A comunidade internacional mobilizou-se para auxiliar Mianmar, país já devastado por anos de guerra civil e com recursos limitados para lidar com a catástrofe. Em Bangcoc, na Tailândia, as buscas continuam em um edifício em construção que desabou, com 18 mortos confirmados e 78 desaparecidos. Organizações humanitárias alertam para o risco de crises secundárias, agravadas pelo calor e pela proximidade da temporada de chuvas.
O luto se espalha pela região, com a junta militar birmanesa declarando uma semana de luto nacional. Enquanto isso, famílias aguardam notícias de parentes desaparecidos e funerais em massa são organizados. O terremoto, seguido por réplicas, destruiu infraestruturas e agravou a crise humanitária em um país onde milhões já enfrentavam deslocamento e fome devido ao conflito interno.