Os serviços de emergência e voluntários correm contra o tempo para encontrar sobreviventes do terremoto que atingiu Mianmar na sexta-feira, 28, deixando quase 1,7 mil mortos no país e 18 na Tailândia. Réplicas do tremor, incluindo uma de magnitude 5,1 no domingo, aterrorizaram a população, especialmente em Mandalay, próxima ao epicentro, onde muitos dormiram ao ar livre com medo de novos desabamentos. O cheiro de corpos e a falta de infraestrutura, como estradas e pontes destruídas, dificultam os trabalhos, enquanto equipes locais escavam escombros sob calor intenso, sem equipamentos adequados.
Os esforços oficiais de resgate, coordenados pelas autoridades, priorizaram edifícios governamentais, deixando moradores e grupos humanitários para lidar com a maior parte das buscas. A janela para encontrar sobreviventes diminui a cada hora, e regiões mais afetadas, como Mandalay e Naypyitaw, concentram os trabalhos, embora outras áreas permaneçam sem informações precisas sobre danos e vítimas. Organizações internacionais alertam para a falta de recursos e a dificuldade de acesso a comunidades isoladas.
A situação é agravada pelo conflito civil no país, que já deslocou milhões de pessoas e limita a atuação de equipes de resgate em zonas controladas por grupos armados. A combinação de desastre natural e instabilidade política deixa a população em risco ainda maior, com necessidades humanitárias urgentes e pouca assistência disponível.