Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu Mianmar na sexta-feira (28), causando destruição generalizada e deixando pelo menos 1.700 mortos, segundo autoridades locais. O tremor, o mais grave no país em mais de um século, também afetou a Tailândia, onde um prédio em construção desabou em Bangkok, matando 17 pessoas. Equipes de resgate continuam buscando sobreviventes, com cerca de 80 desaparecidos na capital tailandesa e centenas de estruturas danificadas em ambas as regiões. Especialistas alertam que o número de vítimas pode aumentar significativamente, com estimativas iniciais sugerindo mais de 10.000 mortes.
A devastação incluiu o colapso de pontes, templos históricos e infraestruturas críticas, isolando comunidades próximas ao epicentro, na região de Sagaing. Comunicações e acesso às áreas mais afetadas permanecem difíceis, especialmente em Mianmar, onde a infraestrutura já estava fragilizada por anos de guerra civil. A ONU e vários países, incluindo China, Rússia e Estados Unidos, mobilizaram ajuda humanitária, com doações que ultrapassam US$ 20 milhões. Equipes internacionais de resgate foram enviadas, mas enfrentam desafios logísticos devido aos danos e à instabilidade política na região.
Enquanto as famílias aguardam notícias de entes queridos, relatos de sobreviventes descrevem cenas de caos e perdas irreparáveis. O governo militar de Mianmar, que raramente solicita auxílio externo, emitiu um apelo por assistência, destacando a gravidade da situação. Com tremores secundários ainda ocorrendo, as operações de resgate e reconstrução devem se prolongar por semanas, enquanto as comunidades afetadas tentam se recuperar de uma das piores tragédias naturais da história recente da região.