O governo do Reino Unido anunciou, no dia 12 de março, a expulsão de um diplomata russo e seu cônjuge, em retaliação à expulsão de dois diplomatas britânicos de Moscou. A medida foi tomada após uma crescente campanha de assédio contra diplomatas britânicos, que Londres acredita ter o objetivo de forçar o fechamento de sua embaixada em Moscou. O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, afirmou que o governo não tolerará os esforços de intimidação do Kremlin.
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido convocou o embaixador russo no país para comunicar a decisão e reiterou que qualquer ação adicional de Moscou será considerada uma escalada, com resposta proporcional. O incidente ocorre em um contexto de tensões diplomáticas que vêm se intensificando desde o início da invasão russa à Ucrânia em 2022, com expulsões de diplomatas se tornando mais frequentes.
As relações entre o Reino Unido e a Rússia já estavam deterioradas desde o caso de envenenamento de um ex-agente russo e sua filha em Salisbury, em 2018, um evento que as autoridades britânicas atribuíram à Rússia. A atual troca de expulsões ocorre em meio a um cenário de crescente desconfiança e confronto diplomático entre os dois países.