O número de vítimas civis no conflito entre Israel e Hamas atingiu níveis alarmantes, com mais de 400 palestinos relatados mortos após intensos bombardeios israelenses. Esses ataques, realizados durante um período de 10 horas de intensificação das ofensivas, resultaram em tragédias, como a morte de pelo menos seis membros de uma mesma família em um ataque aéreo no leste de Khan Younis. Embora as autoridades israelenses afirmem que os alvos eram comandantes militares e oficiais políticos do Hamas, a grande probabilidade é que a maioria das vítimas tenha sido composta por civis.
A identificação exata do número de combatentes e civis entre os mortos é incerta, já que os registros das autoridades locais em Gaza não distinguem as vítimas envolvidas diretamente no conflito das não envolvidas. Com isso, a preocupação sobre o impacto das ações militares em civis continua a crescer, já que é cada vez mais difícil evitar danos colaterais durante ataques aéreos e outros tipos de bombardeios de larga escala.
A situação reflete uma crescente flexibilização das regras internacionais de combate, que visam proteger os civis dos efeitos colaterais dos conflitos armados. A expectativa é que esse padrão de conduta, se não for revertido, possa ser seguido por outros regimes e países, o que agravaria ainda mais a crise humanitária e as tensões em regiões afetadas por conflitos prolongados.