Após oito meses desde a eleição, a versão das reformas do Partido Trabalhista tem gerado controvérsia. A promessa de mudanças foi rapidamente ofuscada por cortes significativos no sistema de benefícios, resultando em indignação por parte de organizações de caridade, beneficiários e até mesmo membros do próprio partido. Uma das principais medidas envolvia o congelamento do pagamento da Pensão de Independência Pessoal (PIP), que foi cancelada após uma forte reação de parlamentares do Partido Trabalhista. No entanto, a elegibilidade para o benefício foi drasticamente restringida, afetando diretamente um grande número de pessoas com deficiência.
Estima-se que cerca de 1 milhão de pessoas, incluindo aquelas com dificuldades em tarefas diárias como se alimentar, se vestir e se banhar, possam ser excluídas do suporte. A medida gerou críticas sobre a eficácia e a humanidade da reforma, levantando questões sobre o compromisso do governo com os mais vulneráveis. O impacto dessas mudanças não se limita ao sofrimento das pessoas afetadas, mas também abala a confiança de eleitores que buscavam alternativas aos governos anteriores.
As reformas, que estavam inicialmente previstas para trazer mais equidade e sustentabilidade ao sistema, acabam gerando um efeito contrário. Em vez de conquistar a aprovação popular, elas alimentam a percepção de que as promessas de mudança podem ser vazias e que, no final das contas, os políticos seguem políticas similares, independentemente da ideologia. O cenário resultante pode prejudicar ainda mais a confiança pública nos processos políticos e gerar uma onda de desilusão entre os eleitores.