O governo federal enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma do Imposto de Renda, com a intenção de beneficiar a população de menor renda e aumentar a tributação sobre as altas rendas. A principal medida é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil mensais, o que deverá beneficiar uma parte significativa da população. Para financiar esse aumento, a reforma prevê a taxação de cerca de 141 mil contribuintes que ganham mais de R$ 50 mil por mês, além de tributar os dividendos enviados ao exterior. Essa reforma busca redistribuir a carga tributária sem alterar o volume total de arrecadação, com um foco na justiça social e na redução da desigualdade.
A reforma também apresenta uma tabela progressiva para as faixas de renda acima de R$ 7 mil, com um novo modelo que inclui descontos parciais para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais. Para aqueles que ganham mais de R$ 7 mil, a tabela tradicional continuará sendo aplicada. A proposta também introduz a cobrança de um imposto mínimo sobre as altas rendas, com alíquotas progressivas a partir de rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil, impactando diretamente as pessoas com rendas muito altas e, em menor medida, grandes empresas que distribuem dividendos.
Além disso, a reforma não afetará trabalhadores informais ou aqueles que recebem via plataformas como o Pix, desde que suas fontes de renda sejam tributadas na origem. A medida busca garantir que a tributação no Brasil seja mais equilibrada, focando em grandes rendimentos que, até o momento, têm uma alíquota efetiva muito baixa. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e está prevista para entrar em vigor em 2026.