O rapper JPEGMAFIA realizou duas apresentações no Brasil durante o Lollapalooza 2025 e no Cine Joia, em São Paulo, com experiências distintas para o público. No festival, ele fechou o palco de música eletrônica com um setlist reduzido, possivelmente devido a atrasos causados pela chuva, e competiu pela atenção do público que preferia ver Olivia Rodrigo. Já no Cine Joia, o show foi mais intimista e caótico, com fãs eufóricos—majoritariamente jovens brancos—criando rodas punk e tentando subir no palco, exigindo a intervenção de seguranças. Em ambos os eventos, o artista manteve seu estilo controlador, priorizando sua voz e interação minimalista no Lolla, enquanto no Cine Joia brincou com covers e prometeu retornar ao país em breve.
Text: Nascido no Brooklyn, o artista tem uma trajetória marcada por experiências pessoais intensas, incluindo passagem pelas Forças Armadas dos EUA, onde serviu em conflitos internacionais antes de se dedicar à música. Suas letras refletem críticas ao racismo, à violência policial e às desigualdades sociais, influenciadas por vivências como o caso Freddie Gray em Baltimore. Com seis álbuns lançados, sua sonoridade experimental e engajada conquistou fãs globalmente, incluindo no Brasil, onde já se apresentou em edições anteriores do Primavera Sound.
Text: Nos shows brasileiros, JPEGMAFIA equilibrou seu repertório entre trabalhos recentes, como “I Lay Down My Life For You” (2024), e clássicos como “Veteran” (2018). A abertura com “Jesus Forgive Me, I Am Thot” e o encerramento com “Burfict!” no Lolla, além do cover de “Call Me Maybe”, destacaram sua versatilidade. Apesar dos desafios logísticos, o rapper manteve a energia característica, reforçando sua conexão com o público e sua reputação como um performer único e provocativo.