O Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central revelou que ainda há R$ 8,9 bilhões em valores não resgatados por pessoas físicas e jurídicas em contas bancárias, consórcios e outras instituições financeiras. A maior parte desses valores está nos bancos, totalizando R$ 5,1 bilhões, seguidos por consórcios (R$ 2,3 bilhões) e cooperativas (R$ 785,7 milhões). Até janeiro, cerca de 49,5 milhões de beneficiários não retiraram os valores, sendo 45,5 milhões de pessoas físicas e 4 milhões de empresas. O valor total disponível é dividido em quantias variadas, com grande parte concentrada em valores inferiores a R$ 10.
O prazo para resgatar o dinheiro esquecido foi encerrado em outubro de 2024, e os recursos não retirados foram transferidos para o Tesouro Nacional. No entanto, novas oportunidades de saque serão abertas em breve, com base em uma lei sancionada em setembro do ano passado. A população terá 30 dias para solicitar os valores, e o prazo será estendido por mais seis meses via processo judicial. Se não retirados após 25 anos, os valores serão incorporados ao patrimônio da União.
Para consultar se há valores a serem resgatados, os interessados devem acessar o site oficial do SVR e informar seus dados pessoais ou empresariais. Para aumentar a segurança, o acesso agora requer uma conta Gov.br nível prata ou ouro com verificação em duas etapas, além de validação facial. O Banco Central busca aprimorar a proteção das informações dos usuários durante o processo de consulta.