O preço da carne registrou sua primeira queda desde agosto de 2024, com uma redução de 0,77% nos supermercados em março, segundo dados do IPCA-15 divulgados pelo IBGE. Cortes como peito e filé mignon tiveram quedas significativas, enquanto outros, como a picanha, apresentaram alta. Essa desaceleração interrompe uma trajetória de aumento que vinha desde o segundo semestre do ano passado, quando os preços atingiram seu pico em dezembro e contribuíram para a inflação dos alimentos, que subiu 20,8% em 2024, o maior patamar desde 2019.
A queda foi impulsionada por dois fatores principais: condições climáticas favoráveis, que melhoraram a qualidade das pastagens e reduziram custos com ração, e a valorização do real frente ao dólar, barateando insumos como soja e milho. Além disso, a moeda mais forte desestimulou as exportações, aumentando a oferta no mercado interno. No entanto, especialistas alertam que essa trégua pode ser breve, já que a chegada do inverno deve reduzir as chuvas e elevar novamente os custos de produção.
Apesar do alívio momentâneo, economistas projetam que os preços podem continuar caindo apenas até maio, estabilizando ou subindo novamente a partir de junho. O cenário ainda é incerto, mas a queda recente já traz algum respiro para os consumidores, após meses de pressão inflacionária. Enquanto isso, a atenção se volta para os próximos meses, quando fatores sazonais e econômicos poderão influenciar novamente o custo da carne no país.