As redes sociais, com seu modelo de rolagem infinita, foram projetadas para manter os usuários engajados, ativando o sistema dopaminérgico do cérebro, responsável pela sensação de recompensa. Segundo o psicólogo Cristiano Nabuco, especialista em dependências tecnológicas, esse mecanismo é semelhante ao de jogos de azar, criando uma expectativa constante por novidades. Além disso, recursos como autoplay e notificações frequentes reforçam o consumo compulsivo de conteúdo, tornando difícil desconectar.
O especialista destaca que a combinação de recompensas intermitentes e a imposição das plataformas gera um ciclo vicioso, no qual o usuário perde o controle sobre seu tempo e atenção. Para combater esse hábito, Nabuco sugere práticas como estabelecer horários sem telas, ativar alertas de uso e evitar o acesso às redes como forma de fuga. Pequenas mudanças, como mover aplicativos para a segunda tela do celular, também podem reduzir a ansiedade gerada pelas notificações.
Entre as recomendações, destacam-se ainda o uso do modo não perturbe em momentos de concentração e a criação de barreiras físicas, como deixar o telefone em outro ambiente. Essas estratégias ajudam a recuperar o controle sobre o tempo e a saúde mental, evitando os efeitos negativos do uso excessivo das redes sociais. O texto original foi publicado pelo Brasil., com orientações baseadas em evidências científicas sobre o tema.