As autoridades turcas intensificaram a repressão aos protestos que tomaram as ruas do país, resultando na prisão de mais de 1.800 pessoas, incluindo jovens e menores de idade. Os manifestantes desafiam a proibição oficial e continuam a se mobilizar, enquanto o prefeito de Istambul denunciou a detenção de seu advogado, posteriormente liberado com restrições. O clima de tensão levou a críticas de que há um ataque sistemático contra vozes opositoras e a liberdade de reunião.
A liberdade de imprensa também está em foco, com a detenção de jornalistas que cobriam os protestos, incluindo repórteres em suas residências e um profissional sueco acusado de crimes que sua equipe nega. Embora alguns comunicadores tenham sido liberados, veículos de mídia opositores enfrentaram sanções, como a suspensão de um canal por 10 dias. A situação chamou a atenção de países aliados, como Estados Unidos e França, que expressaram preocupação com a instabilidade e as restrições às liberdades democráticas.
Os protestos, os mais significativos em mais de uma década, surgiram após a prisão do prefeito de Istambul em uma investigação por corrupção — que ele classifica como infundada. Enquanto as operações policiais continuam, o cenário político no país permanece polarizado, com acusações de autoritarismo e repressão a críticos do governo.