As autoridades turcas intensificaram a repressão a meios de comunicação da oposição e manifestantes após a prisão do prefeito de Istambul, principal rival do presidente. Os protestos, os maiores desde 2013, foram desencadeados pela detenção do prefeito e pela prisão de jornalistas, incluindo um fotógrafo da AFP, liberado sob acusações não retiradas. A Comissão Europeia criticou as ações, destacando a importância da liberdade de imprensa para o acesso à informação.
Além das prisões, o governo suspendeu por dez dias um canal de televisão oposicionista, acusando-o de incitar protestos. Estudantes e professores também se uniram aos atos, enquanto o principal partido de oposição convocou uma grande manifestação para o fim de semana. O presidente afirmou que não cederá aos protestos e sugeriu novas investigações contra críticos.
Desde o início dos protestos, quase 1.900 pessoas foram detidas, com 260 ainda presas ou em processo de encarceramento. Mais de 950 foram liberadas, muitas sob controle judicial. A situação expõe a crescente polarização no país, com preocupações internacionais sobre liberdades civis e direitos humanos.