Manifestantes se reuniram em Jerusalém, em frente ao parlamento israelense, para protestar contra o primeiro-ministro após a retomada dos combates em Gaza, que violaram um cessar-fogo de dois meses com o Hamas. A manifestação expressou descontentamento com a alegada priorização da estabilidade política de Netanyahu sobre a segurança do país e a vida dos reféns em Gaza. O aumento da violência, com mais de 400 mortos em um ataque recente, intensificou a indignação, especialmente após o cancelamento de uma audiência no julgamento de Netanyahu, o que levantou acusações de que ele estaria utilizando a guerra para garantir sua permanência no poder.
No entanto, a retórica política sobre a guerra não é unânime. Enquanto os opositores acusam Netanyahu de usar a crise para fortalecer sua coalizão, seus aliados, incluindo figuras de extrema direita, se reaproximaram após a escalada militar. A retomada das hostilidades também revelou divisões internas em Israel, com algumas pessoas temendo uma possível guerra civil e o enfraquecimento da democracia, enquanto outras defendem a ação militar como necessária para a segurança do país e a resolução da questão dos reféns.
A manifestação também contou com a presença do líder da oposição, que criticou a perda de valores democráticos em Israel, enquanto manifestantes em apoio ao governo defenderam as ações de Netanyahu como uma tentativa de preservar a unidade nacional frente aos desafios externos. A situação continua a dividir o país, com tensões crescentes sobre os rumos da política interna e a continuação do conflito em Gaza.