O número de processos criminais contra facilitadores de sonegação fiscal caiu drasticamente nos últimos cinco anos. Entre 2023 e 2024, menos de cinco casos foram registrados, uma redução de pelo menos 75% em comparação com os 16 casos observados entre 2018 e 2019. A estratégia da receita britânica para recuperar recursos públicos depende justamente do combate a esses intermediários, que auxiliam clientes a burlar impostos de forma intencional.
A queda nas ações judiciais chama a atenção, já que a fiscalização desses agentes é considerada essencial para coibir fraudes e garantir arrecadação. Embora as razões para a diminuição não estejam claras no texto, especialistas podem questionar se a redução reflete maior eficiência na dissuasão ou possíveis desafios na investigação e persecução penal.
O dado surge em um contexto global de aumento da pressão por transparência fiscal e combate à evasão. Autoridades de vários países têm reforçado medidas contra esquemas de elisão fiscal, mas os números britânicos sugerem uma tendência oposta no que diz respeito à responsabilização criminal dos facilitadores. A situação pode reacender debates sobre a eficácia das políticas de fiscalização.