No último domingo, uma mulher foi presa por engano em Petrópolis, Rio de Janeiro, após confusão com outra pessoa procurada pela Justiça. A diarista, ao tentar registrar uma denúncia de agressão, foi confundida com uma procurada por tráfico de drogas e associação criminosa. O erro foi corrigido após três dias, quando a justiça identificou a falha durante a audiência de custódia. Esse episódio ressaltou a importância da proposta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de integrar dados biométricos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), com o objetivo de reduzir erros na identificação de pessoas procuradas.
Atualmente, a biometria é utilizada nas audiências de custódia para confirmar a identidade de pessoas detidas, mas apenas depois da prisão. A proposta do CNJ visa integrar a biometria diretamente ao sistema de mandados de prisão, garantindo maior precisão no momento da captura. Isso incluiria o uso de impressões digitais e reconhecimento facial para evitar confusões como a que ocorreu com a diarista em Petrópolis. Segundo especialistas, isso ajudaria a minimizar erros, especialmente em casos de pessoas com nomes semelhantes ou com dados incompletos nos registros.
Além do caso da diarista, outros episódios de prisões equivocadas foram relatados recentemente, como o de um homem confundido com um procurado por roubo. A delegada responsável pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas afirmou que falhas no sistema do BNMP são comuns, muitas vezes resultando em prisões de pessoas inocentes. O CNJ é o órgão responsável pela gestão do sistema de mandados, e as autoridades estão explorando maneiras de tornar o processo mais eficiente, garantindo a precisão das informações e a correta aplicação da lei.