O prefeito de São Paulo criticou a proposta de implantar teleféricos em larga escala na cidade, classificando-a como “ilógica” devido à falta de estudos técnicos e às características do relevo urbano. A ideia, apresentada durante a campanha eleitoral de 2024, previa um sistema extenso para melhorar a mobilidade, mas foi considerada inviável por não considerar fatores como altitude e desníveis. O prefeito destacou que teleféricos são mais adequados para locais específicos com grandes variações de terreno, como morros, e não para uma metrópole como São Paulo.
Por outro lado, um projeto pontual de teleférico na Brasilândia, zona norte da cidade, está em discussão. A proposta, que já foi apresentada na Câmara Municipal, visa atender moradores de uma região com alto fluxo de pedestres e relevo acidentado. Com 4,6 km de extensão e capacidade para transportar até 3.210 passageiros por hora, o sistema poderia melhorar a integração com outros meios de transporte, como metrô e ônibus, além de impulsionar o desenvolvimento local.
Enquanto a proposta ampla foi descartada por falta de embasamento, o projeto específico na Brasilândia avança com estudos técnicos e apoio de autoridades locais. A vereadora responsável pela iniciativa argumenta que o teleférico traria benefícios sociais e econômicos, reduzindo desigualdades e facilitando o deslocamento. A discussão reflete a complexidade de implementar soluções de mobilidade em uma cidade diversa e desafiadora como São Paulo.